Shirley Hazzard escreveu The Graet Fire que Claire Céra traduziu para o francês sob o título Le grand incendie, uma obra que assenta nas pégadas de um sobevivente da Segunda Guerra Mundial. Quando se abre o livro, decorre o ano de 1947, e todo o planeta não é mais do que um monte de cinzas. Duas questões se colocam: Como sobreviver a este apocalipse? E como reconstruí-lo?
Aldred Leith, o herói do romance, é dominado por estas questões.
Esta obra de Shirley Hazzard foi galardoada, nos Estados unidos da América, com o National Book Award.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
SENO GUMIRA AJIDARMA - A NOVA LITERATURA INDONÉSIA
Seno Gumira Ajidarma (Boston, 19/9/1958), juntamente com Afrizal Malna, Nirewan Dewanto, Danarto, Y. B. Mangunwijaya, Toeti Herati e Ayu Utani, fazem parte da nova geração literária indonésia.
Seno Gumira Ajidarma foi jornalista da revista JAKARTA JAKARTA, onde escreveu sobre o massacre de Santa Cruz (Timor), em 12/11/1991, o que provocou o afastamento das suas funções naquela revista. Escreveu várias pequenas histórias mostrando a realidade que então se vivia em Timor-Leste.
Esses contos foram reunidos em livro e publicados por uma pequena editora chamada Bentang Budaya, com o título Saksi Mata. Esta editora procurava publicar os escritores críticos em relação ao regime da Orde Baru (Ordem Nova) de Suharto.
in http://pt.wikipedia.org/wiki/Seno_Gumira_Ajidarma 2009/07/27
Seno Gumira Ajidarma foi jornalista da revista JAKARTA JAKARTA, onde escreveu sobre o massacre de Santa Cruz (Timor), em 12/11/1991, o que provocou o afastamento das suas funções naquela revista. Escreveu várias pequenas histórias mostrando a realidade que então se vivia em Timor-Leste.
Esses contos foram reunidos em livro e publicados por uma pequena editora chamada Bentang Budaya, com o título Saksi Mata. Esta editora procurava publicar os escritores críticos em relação ao regime da Orde Baru (Ordem Nova) de Suharto.
in http://pt.wikipedia.org/wiki/Seno_Gumira_Ajidarma 2009/07/27
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
A LITERATURA HISPANO-FILIPINA - EDMUNDO FAROLÁN ROMERO
O poeta Edmundo Farolán Romero nasceu em Manila,nas Filipinas, no ano de 1943. Aí estudou Filosofia e Letras no Ateneo de Manila e mais tarde prosseguiu os seus estudos no estrangeiro, na Universidade Central de Madrid e no Instituto de Cultura Hispânica. Posteriormente, especializou-se na América do Norte (Toronto e Bowling Green). Trabalhou como professor de espanhol, inicialmente nas Filipinas, desde 1979 até 1983 na UP Diliman, e emigrou para o Canadá onde reside. Aqui foi igualmente professor de espanhol em várias associações (Montreal, Vancouver).
Neto de um espanhol de Málaga, em sua casa sempre ouviu falar espanhol. Segundo ele, o filipino é espanhol na sua cultura.
Nos anos 70 colaborou nos jornais filipinos "Nueva Era" e "Nuevo Horizonte".
O seu poema "Elogio a la hispanidad" é particularmente importante porque manifesta o sincretismo original da nação filipina. Nesse poema, é evidente a violência, psicológica e cultural, que o indio filipino sofreu ao longo da sua história.
A sua obra está publicada em diversas línguas: Lluvias Filipinas (1967), Tercera Primavera, 2000 Versos (2000), Nuevas Poesias (2003) e Itinerancias (2006).
Obras literárias filipinas estão acessíveis a partir da biblioteca digital www.filipiniana.net
in Andrea Gallo, Literatura Hispano-Filipina Contemporánea? Un ejemplo en la poesía de Edmundo Farolán Romero [Humanities Diliman (January-June 2007) 4:1, 150-174]
Neto de um espanhol de Málaga, em sua casa sempre ouviu falar espanhol. Segundo ele, o filipino é espanhol na sua cultura.
Nos anos 70 colaborou nos jornais filipinos "Nueva Era" e "Nuevo Horizonte".
O seu poema "Elogio a la hispanidad" é particularmente importante porque manifesta o sincretismo original da nação filipina. Nesse poema, é evidente a violência, psicológica e cultural, que o indio filipino sofreu ao longo da sua história.
A sua obra está publicada em diversas línguas: Lluvias Filipinas (1967), Tercera Primavera, 2000 Versos (2000), Nuevas Poesias (2003) e Itinerancias (2006).
Obras literárias filipinas estão acessíveis a partir da biblioteca digital www.filipiniana.net
in Andrea Gallo, Literatura Hispano-Filipina Contemporánea? Un ejemplo en la poesía de Edmundo Farolán Romero [Humanities Diliman (January-June 2007) 4:1, 150-174]
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
HEATH LEDGER (1979-2008)
Este actor de cinema australiano emigrado nos Estados Unidos da América, após ter desempenhado pequenos papéis, tornou-se, universalmente, conhecido pela sua participação no filme Brokeback Mountain, onde desempenhou o papel de um cowboy homossexual.
A sua última intervenção foi na película The Dark Night, onde interpretou a figura do Joker.
in TIME de 29 de Dezembro de 2008 a 5 de Janeiro de 2009.
A sua última intervenção foi na película The Dark Night, onde interpretou a figura do Joker.
in TIME de 29 de Dezembro de 2008 a 5 de Janeiro de 2009.
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domingo, 28 de dezembro de 2008
AUSTRÁLIA, um filme de Baz Luhrmann
Este filme, agora em exibição, remete-nos para a construção da Austrália como identidade. Trabalho interessante de miscigenação cultural, política e económica.
A ideia de Austrália que hoje poderá ser reinvindicada é o resultado de um processo complexo que se tem vindo a desenrolar ao longo dos últimos séculos.
No filme, o processo de adopção de uma criança mestiça - tema central da intriga - está longe de ser o tema central do filme como obra. No fundo, nem a adopção da criança se chega a concretizar.
A sobreposição de grupos sociais como os colonizadores aristocráticos, aborígenes, pequenos comerciantes, vaqueiros, feiticeiros, militares, e mestiços, criaram condições de invisibilidade incríveis e desumanas que, provavelmente, mesmo hoje com os pedidos de desculpa às Gerações Perdidas,a Austrália ainda sentirá muita da fragmentação social antiga.
Seja como for, a identidade de uma nação nunca é um conceito acabado, mas um conceito em contínuo trabalho de redefinição.
A publicidade ao filme destaca as figuras de Nicole Kidman e de Hugh Jackman, escondendo muitas daquelas que de facto são o sustento do conceito de Austrália.
A ideia de Austrália que hoje poderá ser reinvindicada é o resultado de um processo complexo que se tem vindo a desenrolar ao longo dos últimos séculos.
No filme, o processo de adopção de uma criança mestiça - tema central da intriga - está longe de ser o tema central do filme como obra. No fundo, nem a adopção da criança se chega a concretizar.
A sobreposição de grupos sociais como os colonizadores aristocráticos, aborígenes, pequenos comerciantes, vaqueiros, feiticeiros, militares, e mestiços, criaram condições de invisibilidade incríveis e desumanas que, provavelmente, mesmo hoje com os pedidos de desculpa às Gerações Perdidas,a Austrália ainda sentirá muita da fragmentação social antiga.
Seja como for, a identidade de uma nação nunca é um conceito acabado, mas um conceito em contínuo trabalho de redefinição.
A publicidade ao filme destaca as figuras de Nicole Kidman e de Hugh Jackman, escondendo muitas daquelas que de facto são o sustento do conceito de Austrália.
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